quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Túnel 2 é inaugurado após 26 anos de projeto

27/11/2009 - Agência Anhangüera de Notícias - Gilson Rei 

Orientação é para que os motoristas evitem a região do Complexo Joá Penteado até por volta das 14h 


 Quem tiver de circular pela região, é melhor aguardar até as 14h.
(Foto: Érica Dezonne/ESPECIAL PARA AAN)

O Túnel 2 do Complexo Joá Penteado será inaugurado neste sábado (28/11), às 10h, com a promessa de desafogar o complicado trânsito na região central de Campinas e viabilizar o fluxo de veículos para o Anel Viário Engenheiro Rebouças, que vai permitir acesso dos veículos às diversas regiões da cidade sem passar pelo Centro. Quem tiver de circular pela região, é melhor aguardar até as 14h.

A nova opção de percurso no trânsito requer dos motoristas um pouco de cuidado nos primeiros dias de operação, afinal haverá alterações em vias da região para facilitar o acesso nos dois sentidos. Mudanças em algumas linhas de ônibus do transporte coletivo municipal e intermunicipal, que utilizam o Terminal Multimodal Ramos de Azevedo (nova rodoviária), serão alteradas também a partir de amanhã (28) e poderão ser conferidas no site da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o .www.emdec.com.br

O Túnel 2 vai ligar a região central de Campinas à Vila Industrial, à Marginal do Piçarrão e à Avenida Prestes Maia, com as pistas no sentido Centro-bairro. As entradas vão ser pelas avenidas Lix da Cunha e Benjamin Constant e os veículos vão desembocar na Avenida Ruy de Almeida Barbosa.

O motorista que vier da Avenida Lix da Cunha poderá optar por três vias. À direita, ele vai acessar o Túnel 2 e chegar à Avenida Ruy de Almeida Barbosa. A segunda será o acesso à Avenida dos Expedicionários, no sentido Viaduto Miguel Vicente Cury. Já a terceira será o acesso à Rua Lidgerwood e à Avenida Dr. Campos Salles. 
Quem estiver na Avenida Benjamin Constant, na faixa da esquerda, poderá entrar diretamente no Túnel 2 e na Avenida Ruy de Almeida Barbosa. Na faixa da direita da Benjamin, o motorista continua a ter a opção de acessar a Avenida Lix da Cunha para chegar à Campinas-Monte Mor ou à Rua Dr. Ricardo.

Já as pistas do Túnel 1 vão ser utilizadas no sentido bairro-Centro e ter uma entrada pela Avenida Ruy de Almeida Barbosa e duas saídas: uma pela Lix da Cunha e outra pela Campos Salles.

Quem estiver na Avenida Ruy de Almeida Barbosa deverá utilizar as faixas da direita e do centro para acessar as avenidas Campos Salles e Andrade Neves. A terceira faixa, que fica à esquerda, garantirá acesso à Lix da Cunha e à Rua Dr. Ricardo.

Uma das principais vantagens para o motorista é que ele não precisará mais fazer um retorno, ao sair do túnel, para chegar até a Lix da Cunha. Para acessar essa via, nos últimos 20 anos, havia a obrigação de fazer o retorno pelas avenidas Andrade Neves e Benjamin Constant. Com a mudança, o motorista vai reduzir o percurso em 300 metros, com melhorias também para a circulação nas avenidas que eram usadas para o retorno.

Leia reportagem completa na edição do Correio Popular do dia 28/11/2009

Complexo Viário Túnel Joá Penteado

http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_Vi%C3%A1rio_T%C3%BAnel_Jo%C3%A1_Penteado

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ancar Ivanhoe investe em novo shopping em Campinas


Folha de São Paulo, Mercado Aberto, 29/set
A administradora de shopping centers Ancar Ivanhoe vai iniciar um projeto em Campinas, no interior de São Paulo, com investimento próprio de R$ 280 milhões. As obras começam no primeiro semestre de 2011. Com quatro andares, área bruta de vendas de 40 mil m², para cerca de 230 lojas, em 320 mil m2 de área de terreno, o shopping deve ser inaugurado no final de 2012.
O empreendimento pretende atender as classes A, B e C, diz Marcos Carvalho, co-presidente da empresa.
O objetivo é atrair também consumidores de cidades próximas como Hortolândia, Louveira, Paulínia, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
"Temos outras expansões em planejamento, reflexo do aumento do consumo. As vendas estão crescendo e as taxas de vacância estão muito baixas", afirma Carvalho.
O aumento das vendas estimula projetos para ampliar shoppings já existentes.
"O mercado está favorável, a ponto de pensarmos em expansão de um empreendimento que abrimos em 2007, em Porto Velho (RO), o que não costuma ocorrer antes de um shopping completar cinco anos."
Além do empreendimento de Campinas, em 2012, a empresa vai expandir dois outros shoppings. Juntos, os três projetos somarão R$ 500 milhões investidos.
No portfólio da Ancar Ivanhoe há atualmente 16 empreendimentos em todas as regiões do país. Dez deles são próprios e seis, de terceiros, gerenciados pela empresa.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Campinas quer ser principal ponto de passagem


06/08/2010 - R7

Entusiasmado com o avanço das obras de construção para o trem-bala entre Campinas e Rio de Janeiro, o prefeito da cidade paulista, Hélio de Oliveira Santos, tem planos grandiosos para a sua região. Em visita à Record nesta quinta-feira (5), Dr. Hélio - como o prefeito é conhecido - disse que em pouco tempo a cidade pode se o maior hub logístico do Brasil, ou seja, rota obrigatória para quem quiser ir de um ponto a outro do país.

Além do trem de alta velocidade, Dr. Hélio lembra que a cidade também será beneficiada pela construção de uma segunda pista no aeroporto de Viracopos (em fase de licenciamento ambiental) e com o entroncamento de rodovias que já faz da região de Campinas uma das regiões metropolitanas mais acessíveis do país.

- Nesse processo do trem de alta velocidade, somado a ampliação do aeroporto e somado ao entroncamento rodoviário, propicia Campinas a se tornar o grande hub logístico do país, tanto para passageiros quanto para cargas.

O trem-bala, que teve seu edital de licitação lançado no mês passado, tem custo estimado em R$ 33,1 bilhões e deve ter sua primeira fase concluída em 2014. Segundo o prefeito, a cidade está se preparando para receber a maior demanda de passageiros e vê como principal desafio a questão da desigualdade social.

- Estamos estudando, através dos nossos técnicos, onde se dará esses impactos e como trabalhar para que isso seja positivo. É uma migração de valor agregado, de uma população flutuante de cerca de 42 milhões a 43 milhões de habitantes que se deslocam em função dos interesses de negócios, culturais, acadêmicos.

O prefeito ainda rebate as críticas de que o valor para construir o trem-bala poderia ser usada para outras obras, como metrô em outras capitais do país.

- Não existe competição quando se fala em atualização da mobilidade urbana. É preciso ver em plano global. Não é excludente com a questão do metrô.

Para Dr. Hélio, Campinas tem tudo para ter o maios PIB (soma de tudo que é produzido na cidade) por pessoa do país até 2022.

- Vai chegar a mais de R$ 65 mil por ano.

Governo entrega duas novas alças de acesso em Campinas



Obra na SP 065 foi viabilizada pela 2ª etapa do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado

24/5/2010 - Secretaria de Transportes
Nesta segunda-feira, dia 24 de maio, o Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo entregou, em Campinas, duas novas alças de acesso na Rodovia D. Pedro I (SP 065). A inauguração contou com a presença do Secretário Adjunto dos Transportes, Silvio Aleixo, e o do Diretor de Investimentos da Artesp, Theodoro de Almeida Pupo Júnior, além de autoridades locais.

As novas alças, localizadas no km 129, eliminarão a série de contornos que os motoristas faziam na transição entre a rodovia e a Avenida Mackenzie, um dos principais acessos a Campinas a partir da Rodovia D. Pedro I. O investimento foi de 1,7 milhão de reais, e a obra beneficiará principalmente os moradores dos bairros Cambuí, Vila Brandina, Jardim das Paineiras e Taquaral, e dos distritos de Sousas e Joaquim Egídio, além dos milhares de usuários que transitam diariamente pela região.

Os novos acessos proporcionam maior segurança, conforto e fluidez aos 118 mil veículos que passam diariamente pelo trecho. Viabilizadas pela 2ª etapa do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo, as obras foram executadas pela Concessionária Rota das Bandeiras, sob fiscalização da Artesp, e geraram 130 empregos.

Corredor D. Pedro I

O Corredor D. Pedro I, que inclui as rodovias SP 065, SP 332, SP 063 e SP 083, receberá 2,2 bilhões de reais em investimentos do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo. Desde abril de 2009, início da concessão, essas rodovias já receberam 170 milhões de reais em melhorias de infraestrutura que alcançaram 16 municípios. Outros 95 milhões já foram destinados a operação dessas rodovias, o que inclui os serviços de socorro médico e mecânico.

A concessão assegurou para a região de Campinas grandes ampliações como:

● prolongamento do Anel Viário de Campinas até a Rodovia dos Bandeirantes e o Aeroporto de Viracopos;

● duplicação da SP 360 entre Jundiaí e Itatiba;

● duplicação da SP 332 entre Engenheiro Coelho e Conchal;

● construção da Via Perimetral de Itatiba;

Região de Campinas

A infraestrutura rodoviária da Região de Campinas vem sendo beneficiada pelo Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado desde sua implantação, em 1998. O Sistema Anhangüera-Bandeirantes recebeu neste período investimento de R$ 2,2 bilhões em obras de melhoria e ampliação. Ao longo de sua malha foram construídos 68 dispositivos de acesso/retorno, 28 passarelas, 7 pontes, 5 viadutos, 77 quilômetros de novas pistas, 76 quilômetros de faixas adicionais, 35 quilômetros de vias marginais e executados 478 quilômetros de recapeamento. Já o lote rodoviário do qual faz parte a Rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP 340), que também atende a região de Campinas, recebeu investimento de 630 milhões de reais em obras. Outros 900 milhões foram investidos no lote da Rodovia Santos Dumont (SP 075).

Com a retomada do Programa de Concessões os benefícios serão ampliados para os corredores D. Pedro I e Marechal Rondon Leste, ambos integrantes da Região de Campinas. No Corredor Marechal Rondon Leste serão investidos 1,4 bilhão de reais. Entre as principais obras estão a duplicação da Rodovia do Açúcar (SP 308) de Salto à Rio das Pedras, a duplicação da SP 101 de Hortolândia-Campinas à Capivari, a duplicação da Rodovia Marechal Rondon no trecho de Laranjal Paulista e a construção do Contorno de Piracicaba na Rodovia do Açúcar.

Outro benefício para o município de Campinas é o repasse do ISS (Imposto Sobre Serviços) recolhido da tarifa de pedágio. Desde o ano 2000, a prefeitura já recebeu 70,1 milhões de reais, dos quais 3,6 milhões foram repassados somente no primeiro trimestre deste ano.

Assessorias de Imprensa da Secretaria dos Transportes e da Artesp



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terça-feira, 8 de junho de 2010

Prefeitura negocia novo trajeto para anel viário


8/6/2010
Correio Popular (SP)

A Prefeitura de Campinas negocia com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) um novo trajeto para o prolongamento do Anel Viário José Roberto Magalhães Teixeira (SP-83), que ligará as rodovias D. Pedro I, Anhanguera e Bandeirantes ao Aeroporto Internacional de Viracopos. O caminho, apesar de aumentar em mais três quilômetros o inicial, exclui qualquer ligação com o trecho urbano e proporciona uma via direta com o aeroporto na área destinada à carga e descarga, já dentro do projeto de ampliação.
    
A solicitação do novo trajeto foi feita pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) ao ex-governador José Serra (PSDB) pouco antes de ele deixar o governo para concorrer à Presidência da República. O pedido, então, foi encaminhado à Artesp, que agora analisa a proposta. O Correio apurou que o novo trajeto foi recebido com entusiasmo pelos técnicos da agência, principalmente por causa das garantias de maior segurança e fluidez no trânsito. Hoje, o anel viário já é a principal ligação entre a Rodovia D. Pedro I e o aeroporto, porém utilizando-se de trechos urbanos em Campinas.


Projeto
    
No novo trajeto, o anel viário interceptará a Rodovia dos Bandeirantes no Km 85, próximo ao posto da Polícia Militar Rodoviária, e contornará toda a região Sul de Campinas, passando atrás de bairros como o Jardim Mariza e o São Domingos. No projeto original, a ligação seria feita pela Rodovia Miguel Melhado Campos (SP-324), cortando os bairros. "A Prefeitura não quer isso. Por isso, propusemos o novo trajeto ao governo do Estado, que agora analisa a proposta. Essa é a melhor solução, principalmente para quem vem de São Paulo para chegar até Viracopos", disse o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Alair Roberto Godoy.
    
O novo trajeto consta do estudo para elaboração da Macrozona 7, na região do aeroporto internacional, cujo principal objetivo é o esvaziamento da população e o desenvolvimento industrial, principalmente do setor logístico. O estudo, segundo o secretário, está em fase final, aguardando ajustes por parte da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). As correções estão relacionadas à recente portaria do governo federal que trata dos ruídos de aeronaves e do zoneamento em áreas especiais do município. "A intenção é impedir qualquer adensamento populacional na região, de forma a dar vazão ao aeroporto", disse Godoy.
    
A Artesp, por meio de sua assessoria, confirmou a solicitação feita pela Prefeitura de Campinas e informou que o pedido está sendo analisado. A Rota das Bandeiras, concessionária que administra o anel viário, considera o projeto anterior por ainda não ser notificada oficialmente da nova proposta. Segundo sua assessoria, após a apresentação, a empresa vai estudar sua viabilidade. De acordo com o cronograma da Rota das Bandeiras, a primeira etapa do prolongamento do anel viário, entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, deve ser iniciada em abril de 2011, enquanto a segunda, que seria da Bandeirantes até a SP-324 e ao aeroporto, está prevista para abril de 2013.
    

O NÚMERO


118 MIL
Veículos trafegam diariamente pelo Corredor D. Pedro
    

Macrozona 9 prevê dois viadutos sobre Anhanguera
    
Projeto deverá ser encaminhado à votação na Câmara até o final do mês
A Prefeitura de Campinas planeja a construção de dois viadutos sobre a Rodovia Anhanguera. A previsão consta do projeto da Macrozona 9, que abrange parte da região Noroeste e deve ser encaminhado até o final do mês à Câmara de Vereadores para votação. Outro projeto, o da Macrozona 8, que abrange parte da região Norte da cidade, também está pronto e deve ser encaminhado na mesma data.
    
Segundo o projeto, o primeiro viaduto será construído na Avenida Papa João Paulo I, no Jardim Nova Aparecida, e fará a ligação com a Estrada Municipal do Pari, ao lado do condomínio empresarial Techno Park. O viaduto terá cerca de 250 metros e será a principal ligação entre as regiões. O objetivo da Prefeitura é tirar o tráfego de veículos da rodovia e colocá-lo na ligação, principalmente com o eixo de desenvolvimento logístico às margens da Rodovia D. Pedro I até a Estrada dos Amarais.
    
O outro viaduto - uma extensão da Avenida Marechal Rondon - poderá ser construído sobre a Anhanguera até a área do Jockey Club. Neste caso, a obra aliviaria o tráfego da Avenida Lix da Cunha, importante ligação com outros municípios da região, por onde passa o Corredor Noroeste. Nas duas macrozonas, as principais diretrizes referem-se ao adensamento populacional, criação de subcentros, preservação e recuperação de áreas verdes e centros de logística. (VBF/AAN)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Campinas pode construir garagens subterrâneas



27/05/2010 - Transporte Idéia
Todos os dias, Campinas, em São Paulo, ganha 103 carros. As ruas e avenidas não comportam mais o tráfego intenso, principalmente na região central, onde passam cerca de 120 mil veículos diariamente. Com o objetivo de melhorar o trânsito, a secretaria de Transportes deve restringir o estacionamento de veículos em áreas públicas até o fim de 2010.
Além disso, garagens subterrâneas podem ser construídas nas regiões do Mercado Municipal, no Largo do Rosário e na prefeitura, mas não foram divulgadas datas. As informações são do “EPTV”.
O professor da Unicamp Carlos Alberto Guimarães, especializado em trânsito, diz que Campinas precisa convencer o motorista a alterar a forma de ir ao trabalho e outros lugares. O transporte público, que para ele precisa ser de boa qualidade, é o ideal.
“Os congestionamentos aumentam o consumo de combustível, a poluição e piora a saúde das pessoas”, comentou Guimarães.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

TAV e Viracopos são tema de debates


7/4/2010
Correio Popular (SP)

Os dois grandes projetos de infraestrutura que prometem alavancar a economia e transformar Campinas em um terminal aeroferroviário, ou seja, ponto para início e conclusão de vôos e trens, estarão em discussão hoje na cidade. Na Caixa Econômica Federal, o debate será sobre os impactos habitacionais que ocorrerão no traçado do trem de alta velocidade (TAV) que ligará Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. Na Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (Esamc), a discussão será sobre a ampliação do Aeroporto de Viracopos, seus impactos econômicos e as desapropriações.
   
"Temos que esgotar as discussões sobre o tema porque os desdobramentos são muito relevantes", disse o presidente da Associação Regional da Habitação (Habicamp), Francisco de Oliveira Lima Filho. A Habicamp promove, às 18h, o debate sobre o TAV, que terá a presença do diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, e do presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), Vicente Abate.
   
"Não só a construção do trem, mas as obras civis para a viabilização de todo o traçado e, ainda, o potencial de desenvolvimento ao longo do trajeto e ao redor das estações formam um conjunto de oportunidades que precisa ser aproveitado ao máximo por Campinas", disse o presidente do Centro de Negócios e Informação de Campinas (Cenic-Trade Point), Márcio Barbado.
   
A Prefeitura de Campinas identificou que o potencial imobiliário das áreas próximas às futuras estações do trem de alta velocidade (TAV) em Campinas é de R$ 20,8 bilhões, segundo estudo elaborado pelo escritório do arquiteto e urbanista Jaime Lerner e divulgado ontem à empresários de Campinas. Com esse estudo, a Prefeitura indicou aos futuros construtores e operadores do trem os locais onde poderão investir e qual o Valor Geral de Venda (VGV) dessas áreas. A exploração do entorno das estações é uma das condições que os consórcios têm imposto para disputar a concessão de exploração, porque essas áreas irão gerar receitas extras ao empreendimento e possibilitar a oferta de tarifa mais barata aos passageiros do trem-bala.
   
Na Escola Superior de Administração Marketing e Comunicação (Esamc), de Campinas, ocorre, às 19h30, uma palestra sobre a ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, os impactos econômicos e as desapropriações decorrentes. O juiz federal e professor do curso de Direito da Esamc, Raul Mariano Júnior, vai abordar o modo como as desapropriações vão ocorrer, e o economista e professor Anderson Pelegrino falará sobre os impactos econômicos da ampliação do aeroporto para a sociedade campineira. De acordo com Marcelo Scudeler, coordenador do curso de Direito da faculdade, haverá uma discussão interdisciplinar. "A ampliação do aeroporto vai trazer implicações jurídicas e econômicas e sociais para os moradores de Campinas. É importante que as pessoas participem e se informem sobre o assunto", afirmou o coordenador.


SAIBA MAIS
   
Tema - TAV: Últimas Novidades e os Impactos Habitacionais no seu Traçado
   
Local - Auditório da Caixa Econômica Federal, acesso pela Rua Barão de Jaguara s/n°, esquina com Barreto Leme, 3°. andar
   
Horário - 18h
   
Tema - Aeroporto Internacional de Viracopos: Impactos Econômicos e Desapropriações
   
Local: Esamc, Rua José Paulino, 1.345
   
Horário - 19h30

Campinas inicia obras de anel viário este mês


7/4/2010
Correio Popular (SP)

O projeto do Anel Viário Engenheiro Rebouças, idealizado para desafogar o trânsito do Centro e interligar bairros periféricos de Campinas sem passar pela área central da cidade, começa a sair do papel neste mês. As obras complementares do anel são avaliadas em R$ 7,6 milhões e incluem a construção de mais uma pista na marginal do Córrego Piçarrão e a instalação de um acesso direto da Avenida Prestes Maia (uma das principais entradas do município) para o complexo de túneis Joá Penteado. Um dos objetivos é duplicar trechos da marginal que levam aos túneis.
   
A notícia foi dada ontem por Osmar Costa, secretário municipal de Infraestrutura, que prevê um período de um ano para a conclusão da obra. Além de criar uma nova opção de interligação viária entre os bairros, a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) calcula que o uso alternativo do Anel Rebouças resulte na redução de pelo menos 7 mil veículos por dia na região central.
   
Costa disse acreditar que o anel vai facilitar o acesso dos veículos que pretendem cruzar a cidade sem passar pelo Centro ou vão utilizar o Terminal Multimodal Ramos de Azevedo, onde estão a nova rodoviária e o Terminal Metropolitano. "O Anel Rebouças vai possibilitar, por exemplo, o desvio de ônibus rodoviários, fretados e os veículos de carga que não têm como destino o Centro de Campinas."
   
Uma obra a ser realizada nos próximos 12 meses será o acesso direto da Avenida Prestes Maia até a Avenida Prefeito José Roberto Magalhães Teixeira, em frente à concessionária Honda Dahruj. Esse acesso vai evitar o retorno atual que os veículos são obrigados a fazer à direita, passando por dois semáforos e, depois, passar pelo pontilhão da Prestes Maia, no sentido bairro-túnel.
   
Outra prevê a conclusão da marginal esquerda do Córrego Piçarrão. Será o acréscimo de uma faixa de circulação na Avenida Prefeito José Roberto Magalhães Teixeira, no sentido Centro-bairro, passando ao lado do 2° Distrito Policial, no bairro São Bernardo. A pista atual vai deixar de ser mão dupla. "A proposta é garantir a fluidez do tráfego que atualmente afunila nos viadutos, que têm apenas duas faixas de rolamento, contra as três do restante da Avenida Prestes Maia, e facilitar o acesso à região central pelo Túnel Joá Penteado" , explicou.
   
A Avenida Prestes Maia tem um fluxo de cerca de 60 mil veículos diários nos dois sentidos. A avenida é uma das principais entradas da cidade e faz ligação com as rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Santos Dumont. Os veículos que chegam das rodovias Anhanguera, Bandeirantes e Santos Dumont pela via poderão acessar o Túnel Joá Penteado, por exemplo, sem passar pela região do Centro e sem fazer contornos em semáforos. Além disso, milhares de veículos chegam da região Sul e do Aeroporto de Viracopos pela mesma avenida.
   
O Anel Rebouças atravessa diversos bairros que circundam a área central. A maior parte das avenidas já está pronta. Elas formarão um grande corredor, com a Marginal Piçarrão, Avenida Norte-Sul e as vias Luiz Smanio e Alberto Sarmento, entre outras. O trajeto completo começa na Vila Industrial e segue pelos bairros Bonfim, Castelo, Taquaral, Cambuí, Jardim Guarani, Jardim Proença, Ponte Preta, Vila Marieta,Vila João Jorge e volta à Vila Industrial.
   
Depois da conclusão das obras na região da Marginal Piçarrão, a Emdec deverá instalar placas em todo o entorno da cidade induzindo o uso do Anel Rebouças para chegar às diversas regiões e evitar o uso da área central.
   
Costa disse que os recursos para as obras que faltam integram os R$ 18 milhões liberados pelo governo federal por meio do PAC da Mobilidade para a conclusão do Túnel Joá Penteado. A obra do Túnel 2 consumiu R$ 9 milhões e o restante será utilizado em obras complementares na região do Complexo Joá Penteado, incluindo estas obras do Anel Rebouças. Costa afirmou ainda que os recursos já estão em uma conta na Caixa Econômica Federal (CEF), que já examinou os projetos e encaminhou para análise do Ministério das Cidades.
   
"Falta apenas o sinal verde do ministério, fato que deverá ocorrer nos próximos dias", garantiu o secretário. A concorrência para execução das obras já foi concluída e a empresa vencedora escolhida. "A expectativa é que até o final de abril saia a ordem de serviço, dando início às obras do anel viário", afirmou.


Só corredor não resolve, diz técnico

   
A criação do Anel Viário Engenheiro Rebouças deverá aliviar o fluxo de veículos no Centro, mas outras medidas precisam ser adotadas para evitar congestionamentos e transtornos no trânsito. Essa é a opinião do engenheiro Diógenes Cortijo Costa, do Departamento de Transporte e Geotecnia da Faculdade de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
   
Costa defendeu a criação do anel intermediário atrelada ao trabalho de informação aos usuários. "O anel vai fazer a ligação de bairros periféricos sem a necessidade de uso do Centro da cidade, mas há necessidade de uma sinalização bem executada e de um programa de orientação do tráfego" , disse. "Com o programa e a sinalização, o anel Rebouças será uma boa alternativa, pois haverá um ganho de fluidez no trânsito" , comentou. O engenheiro disse também que a criação de linhas de ônibus do transporte coletivo nesta região pode ajudar também a dividir melhor o fluxo de veículos na cidade. Com uma frota de 684,5 mil veículos em Campinas e com a circulação de carros de toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC), o engenheiro afirmou que será necessário também utilizar as linhas férreas abandonadas na cidade para criar corredores estruturais, ou seja, para fazer também ligações específicas para as diversas regiões de Campinas. Flávio Ramos, vendedor que utiliza a região da Prestes Maia todos os dias, aprovou as mudanças anunciadas. "Espero que outras medidas venham junto com as obras, pois a cidade cresce mais rápido do que o ritmo das obras." (GR/AAN)