sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Campinas quer ser principal ponto de passagem


06/08/2010 - R7

Entusiasmado com o avanço das obras de construção para o trem-bala entre Campinas e Rio de Janeiro, o prefeito da cidade paulista, Hélio de Oliveira Santos, tem planos grandiosos para a sua região. Em visita à Record nesta quinta-feira (5), Dr. Hélio - como o prefeito é conhecido - disse que em pouco tempo a cidade pode se o maior hub logístico do Brasil, ou seja, rota obrigatória para quem quiser ir de um ponto a outro do país.

Além do trem de alta velocidade, Dr. Hélio lembra que a cidade também será beneficiada pela construção de uma segunda pista no aeroporto de Viracopos (em fase de licenciamento ambiental) e com o entroncamento de rodovias que já faz da região de Campinas uma das regiões metropolitanas mais acessíveis do país.

- Nesse processo do trem de alta velocidade, somado a ampliação do aeroporto e somado ao entroncamento rodoviário, propicia Campinas a se tornar o grande hub logístico do país, tanto para passageiros quanto para cargas.

O trem-bala, que teve seu edital de licitação lançado no mês passado, tem custo estimado em R$ 33,1 bilhões e deve ter sua primeira fase concluída em 2014. Segundo o prefeito, a cidade está se preparando para receber a maior demanda de passageiros e vê como principal desafio a questão da desigualdade social.

- Estamos estudando, através dos nossos técnicos, onde se dará esses impactos e como trabalhar para que isso seja positivo. É uma migração de valor agregado, de uma população flutuante de cerca de 42 milhões a 43 milhões de habitantes que se deslocam em função dos interesses de negócios, culturais, acadêmicos.

O prefeito ainda rebate as críticas de que o valor para construir o trem-bala poderia ser usada para outras obras, como metrô em outras capitais do país.

- Não existe competição quando se fala em atualização da mobilidade urbana. É preciso ver em plano global. Não é excludente com a questão do metrô.

Para Dr. Hélio, Campinas tem tudo para ter o maios PIB (soma de tudo que é produzido na cidade) por pessoa do país até 2022.

- Vai chegar a mais de R$ 65 mil por ano.

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