domingo, 18 de junho de 2017

Consulta mostra que 96% dos campineiros são contra a superexpansão urbana

17/06/2017 - Carta Campinas

Por André Bordignon

A Prefeitura de Campinas divulgou no último dia 12 de junho a planilha com os dados da participação popular sobre a proposta de revisão do Plano Diretor de Campinas, que foi discutida em 17 reuniões nos bairros da cidade.

Um dos pontos polêmicos dessa lei é a proposta apresentada pela Prefeitura de ampliação da área urbana de Campinas em mais de 150 km quadrados. Para uma cidade com 795 km quadrados, isso representa uma superexpansão urbana de aproximadamente 20% da área.

Com a divulgação dos dados pela prefeitura, ficou comprovado que a população de Campinas não quer a ampliação da área urbana. Na consulta, 96% da população se manifestou contra. No total foram 1.557 participações enviadas pela população à prefeitura, solicitando alterações na proposta de revisão do Plano Diretor.

Dessas, 354 foram relativas à Macrozona de Expansão com Desenvolvimento Ordenado, que na prática trata do aumento da área urbana da cidade de Campinas. 340 propostas afirmam que são contra a criação desta macrozona (Veja imagem).

O Plano Diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento do município. Sua principal finalidade é orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos espaços urbano e rural e na oferta dos serviços públicos essenciais, visando assegurar melhores condições de vida para a população. O Plano Diretor Estratégico de Campinas norteará o desenvolvimento da cidade pelos próximos 10 anos.

Apontamos inúmeros problemas que essa ampliação vai gerar para a cidade no texto “As Contradições da Proposta de Plano Diretor”, dentre os quais podemos destacar aqui: a necessidade de criação de equipamentos públicos nessas novas áreas, o aumento dos problemas de mobilidade, a invasão da área urbana em zonas de proteção ambiental, a redução substancial da área rural, a conurbação com Paulínia e outros municípios.

Além desses pontos críticos, o próprio presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente (COMDEMA), Carlos Alexandre, afirmou que essa proposta foi construída sem o devido cuidado e sem a análise do Plano Municipal do Verde de Campinas. O Plano Municipal do Verde configura-se como um documento norteador e unificador, com diretrizes estabelecidas e metas bem delineadas para uma gestão eficaz, eficiente e integrada às áreas verdes do município.

A participação popular comprovou que Campinas não quer o aumento da área urbana. E dentre as intervenções da população, podemos destacar também que existem vários pedidos para que essa Macrozona de Expansão com Desenvolvimento Ordenado seja transformada em Macrozona de Desenvolvimento Rural.

O governo Jonas Donizette (PSB) não queria fazer a discussão pública, mas foi forçado pela pressão popular e pelo Ministério Público a garantir a participação da população de Campinas na revisão do Plano Diretor e agora precisa acatar a sua decisão, pois, como prega o Estatuto da Cidade, “os organismos gestores incluirão obrigatória e significativa participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade, de modo a garantir o controle direto de suas atividades e o pleno exercício da cidadania”.

Vamos aguardar os próximos passos atentos e garantir que a expressão da população seja respeitada na aprovação dessa lei.

Dentre os argumentos apresentadas apresentados pela população de Campinas contra a super expansão urbana que será promovida pelas chamadas Macrozonas, podemos destacar:

“Campinas já possui um perímetro urbano suficiente para o seu crescimento”;

“Antes de aumentar o perímetro urbano precisamos dar uma finalidade aos nossos enormes vazios urbanos.”;

“Precisamos pensar em um uso mais racional do perímetro urbano atual antes de aumentá-lo.”;

“Não concordo com a urbanização acabando com as áreas rurais.”;

“A conurbação com a cidade de Paulínia será muito prejudicial para Campinas.”;

“Não precisa de mais urbanização acabando com as áreas rurais. Aumento da área urbana implica em necessidade de asfalto, luz, água , ônibus p/ novas regiões urbanas = menos recursos necessários p/ melhoria em geral da cidade”;

“São 390 km2 dentro do perímetro urbano, sendo 21% acima de 10 mil m2 e 36.600 lotes vazios, conforme o Caderno de Subsídios do PD (Plano Diretor). Assim, Campinas crescerá com baixa densidade, muita extensão e em saltos, aumentando o custo da urbanização e a mobilidade ficará pior. Precisamos ocupar os vazios.”;

“Considero que Campinas não pode perder mais áreas verdes, pois elas significam mais qualidade de vida para a população. Ao invés de ampliar, o governo deveria buscar a utilização dos vazios urbanos já existentes. Sou completamente contra novos empreendimentos imobiliários na região.”;

“Indo contra o desenvolvimento lógico e crescente das cidades compactas o aumento da área urbana em Campinas é claramente desnecessário, dada a quantidade de vazios urbanos já existentes, além do crescente esvaziamento do centro urbano e da necessidade de instalação de infra-estrutura.”

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Túnel 2 é inaugurado após 26 anos de projeto

27/11/2009 - Agência Anhangüera de Notícias - Gilson Rei 

Orientação é para que os motoristas evitem a região do Complexo Joá Penteado até por volta das 14h 

O Túnel 2 do Complexo Joá Penteado será inaugurado neste sábado (28/11), às 10h, com a promessa de desafogar o complicado trânsito na região central de Campinas e viabilizar o fluxo de veículos para o Anel Viário Engenheiro Rebouças, que vai permitir acesso dos veículos às diversas regiões da cidade sem passar pelo Centro. Quem tiver de circular pela região, é melhor aguardar até as 14h.

A nova opção de percurso no trânsito requer dos motoristas um pouco de cuidado nos primeiros dias de operação, afinal haverá alterações em vias da região para facilitar o acesso nos dois sentidos. Mudanças em algumas linhas de ônibus do transporte coletivo municipal e intermunicipal, que utilizam o Terminal Multimodal Ramos de Azevedo (nova rodoviária), serão alteradas também a partir de amanhã (28) e poderão ser conferidas no site da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), o .www.emdec.com.br

O Túnel 2 vai ligar a região central de Campinas à Vila Industrial, à Marginal do Piçarrão e à Avenida Prestes Maia, com as pistas no sentido Centro-bairro. As entradas vão ser pelas avenidas Lix da Cunha e Benjamin Constant e os veículos vão desembocar na Avenida Ruy de Almeida Barbosa.

O motorista que vier da Avenida Lix da Cunha poderá optar por três vias. À direita, ele vai acessar o Túnel 2 e chegar à Avenida Ruy de Almeida Barbosa. A segunda será o acesso à Avenida dos Expedicionários, no sentido Viaduto Miguel Vicente Cury. Já a terceira será o acesso à Rua Lidgerwood e à Avenida Dr. Campos Salles.

Quem estiver na Avenida Benjamin Constant, na faixa da esquerda, poderá entrar diretamente no Túnel 2 e na Avenida Ruy de Almeida Barbosa. Na faixa da direita da Benjamin, o motorista continua a ter a opção de acessar a Avenida Lix da Cunha para chegar à Campinas-Monte Mor ou à Rua Dr. Ricardo.

Já as pistas do Túnel 1 vão ser utilizadas no sentido bairro-Centro e ter uma entrada pela Avenida Ruy de Almeida Barbosa e duas saídas: uma pela Lix da Cunha e outra pela Campos Salles.

Quem estiver na Avenida Ruy de Almeida Barbosa deverá utilizar as faixas da direita e do centro para acessar as avenidas Campos Salles e Andrade Neves. A terceira faixa, que fica à esquerda, garantirá acesso à Lix da Cunha e à Rua Dr. Ricardo.

Uma das principais vantagens para o motorista é que ele não precisará mais fazer um retorno, ao sair do túnel, para chegar até a Lix da Cunha. Para acessar essa via, nos últimos 20 anos, havia a obrigação de fazer o retorno pelas avenidas Andrade Neves e Benjamin Constant. Com a mudança, o motorista vai reduzir o percurso em 300 metros, com melhorias também para a circulação nas avenidas que eram usadas para o retorno.

Leia reportagem completa na edição do Correio Popular do dia 28/11/2009

Complexo Viário Túnel Joá Penteado

http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_Vi%C3%A1rio_T%C3%BAnel_Jo%C3%A1_Penteado

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ancar Ivanhoe investe em novo shopping em Campinas


Folha de São Paulo, Mercado Aberto, 29/set
A administradora de shopping centers Ancar Ivanhoe vai iniciar um projeto em Campinas, no interior de São Paulo, com investimento próprio de R$ 280 milhões. As obras começam no primeiro semestre de 2011. Com quatro andares, área bruta de vendas de 40 mil m², para cerca de 230 lojas, em 320 mil m2 de área de terreno, o shopping deve ser inaugurado no final de 2012.
O empreendimento pretende atender as classes A, B e C, diz Marcos Carvalho, co-presidente da empresa.
O objetivo é atrair também consumidores de cidades próximas como Hortolândia, Louveira, Paulínia, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.
"Temos outras expansões em planejamento, reflexo do aumento do consumo. As vendas estão crescendo e as taxas de vacância estão muito baixas", afirma Carvalho.
O aumento das vendas estimula projetos para ampliar shoppings já existentes.
"O mercado está favorável, a ponto de pensarmos em expansão de um empreendimento que abrimos em 2007, em Porto Velho (RO), o que não costuma ocorrer antes de um shopping completar cinco anos."
Além do empreendimento de Campinas, em 2012, a empresa vai expandir dois outros shoppings. Juntos, os três projetos somarão R$ 500 milhões investidos.
No portfólio da Ancar Ivanhoe há atualmente 16 empreendimentos em todas as regiões do país. Dez deles são próprios e seis, de terceiros, gerenciados pela empresa.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Campinas quer ser principal ponto de passagem


06/08/2010 - R7

Entusiasmado com o avanço das obras de construção para o trem-bala entre Campinas e Rio de Janeiro, o prefeito da cidade paulista, Hélio de Oliveira Santos, tem planos grandiosos para a sua região. Em visita à Record nesta quinta-feira (5), Dr. Hélio - como o prefeito é conhecido - disse que em pouco tempo a cidade pode se o maior hub logístico do Brasil, ou seja, rota obrigatória para quem quiser ir de um ponto a outro do país.

Além do trem de alta velocidade, Dr. Hélio lembra que a cidade também será beneficiada pela construção de uma segunda pista no aeroporto de Viracopos (em fase de licenciamento ambiental) e com o entroncamento de rodovias que já faz da região de Campinas uma das regiões metropolitanas mais acessíveis do país.

- Nesse processo do trem de alta velocidade, somado a ampliação do aeroporto e somado ao entroncamento rodoviário, propicia Campinas a se tornar o grande hub logístico do país, tanto para passageiros quanto para cargas.

O trem-bala, que teve seu edital de licitação lançado no mês passado, tem custo estimado em R$ 33,1 bilhões e deve ter sua primeira fase concluída em 2014. Segundo o prefeito, a cidade está se preparando para receber a maior demanda de passageiros e vê como principal desafio a questão da desigualdade social.

- Estamos estudando, através dos nossos técnicos, onde se dará esses impactos e como trabalhar para que isso seja positivo. É uma migração de valor agregado, de uma população flutuante de cerca de 42 milhões a 43 milhões de habitantes que se deslocam em função dos interesses de negócios, culturais, acadêmicos.

O prefeito ainda rebate as críticas de que o valor para construir o trem-bala poderia ser usada para outras obras, como metrô em outras capitais do país.

- Não existe competição quando se fala em atualização da mobilidade urbana. É preciso ver em plano global. Não é excludente com a questão do metrô.

Para Dr. Hélio, Campinas tem tudo para ter o maios PIB (soma de tudo que é produzido na cidade) por pessoa do país até 2022.

- Vai chegar a mais de R$ 65 mil por ano.

Governo entrega duas novas alças de acesso em Campinas



Obra na SP 065 foi viabilizada pela 2ª etapa do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado

24/5/2010 - Secretaria de Transportes
Nesta segunda-feira, dia 24 de maio, o Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo entregou, em Campinas, duas novas alças de acesso na Rodovia D. Pedro I (SP 065). A inauguração contou com a presença do Secretário Adjunto dos Transportes, Silvio Aleixo, e o do Diretor de Investimentos da Artesp, Theodoro de Almeida Pupo Júnior, além de autoridades locais.

As novas alças, localizadas no km 129, eliminarão a série de contornos que os motoristas faziam na transição entre a rodovia e a Avenida Mackenzie, um dos principais acessos a Campinas a partir da Rodovia D. Pedro I. O investimento foi de 1,7 milhão de reais, e a obra beneficiará principalmente os moradores dos bairros Cambuí, Vila Brandina, Jardim das Paineiras e Taquaral, e dos distritos de Sousas e Joaquim Egídio, além dos milhares de usuários que transitam diariamente pela região.

Os novos acessos proporcionam maior segurança, conforto e fluidez aos 118 mil veículos que passam diariamente pelo trecho. Viabilizadas pela 2ª etapa do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo, as obras foram executadas pela Concessionária Rota das Bandeiras, sob fiscalização da Artesp, e geraram 130 empregos.

Corredor D. Pedro I

O Corredor D. Pedro I, que inclui as rodovias SP 065, SP 332, SP 063 e SP 083, receberá 2,2 bilhões de reais em investimentos do Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado de São Paulo. Desde abril de 2009, início da concessão, essas rodovias já receberam 170 milhões de reais em melhorias de infraestrutura que alcançaram 16 municípios. Outros 95 milhões já foram destinados a operação dessas rodovias, o que inclui os serviços de socorro médico e mecânico.

A concessão assegurou para a região de Campinas grandes ampliações como:

● prolongamento do Anel Viário de Campinas até a Rodovia dos Bandeirantes e o Aeroporto de Viracopos;

● duplicação da SP 360 entre Jundiaí e Itatiba;

● duplicação da SP 332 entre Engenheiro Coelho e Conchal;

● construção da Via Perimetral de Itatiba;

Região de Campinas

A infraestrutura rodoviária da Região de Campinas vem sendo beneficiada pelo Programa de Concessões Rodoviárias do Governo do Estado desde sua implantação, em 1998. O Sistema Anhangüera-Bandeirantes recebeu neste período investimento de R$ 2,2 bilhões em obras de melhoria e ampliação. Ao longo de sua malha foram construídos 68 dispositivos de acesso/retorno, 28 passarelas, 7 pontes, 5 viadutos, 77 quilômetros de novas pistas, 76 quilômetros de faixas adicionais, 35 quilômetros de vias marginais e executados 478 quilômetros de recapeamento. Já o lote rodoviário do qual faz parte a Rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (SP 340), que também atende a região de Campinas, recebeu investimento de 630 milhões de reais em obras. Outros 900 milhões foram investidos no lote da Rodovia Santos Dumont (SP 075).

Com a retomada do Programa de Concessões os benefícios serão ampliados para os corredores D. Pedro I e Marechal Rondon Leste, ambos integrantes da Região de Campinas. No Corredor Marechal Rondon Leste serão investidos 1,4 bilhão de reais. Entre as principais obras estão a duplicação da Rodovia do Açúcar (SP 308) de Salto à Rio das Pedras, a duplicação da SP 101 de Hortolândia-Campinas à Capivari, a duplicação da Rodovia Marechal Rondon no trecho de Laranjal Paulista e a construção do Contorno de Piracicaba na Rodovia do Açúcar.

Outro benefício para o município de Campinas é o repasse do ISS (Imposto Sobre Serviços) recolhido da tarifa de pedágio. Desde o ano 2000, a prefeitura já recebeu 70,1 milhões de reais, dos quais 3,6 milhões foram repassados somente no primeiro trimestre deste ano.

Assessorias de Imprensa da Secretaria dos Transportes e da Artesp



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terça-feira, 8 de junho de 2010

Prefeitura negocia novo trajeto para anel viário


8/6/2010
Correio Popular (SP)

A Prefeitura de Campinas negocia com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) um novo trajeto para o prolongamento do Anel Viário José Roberto Magalhães Teixeira (SP-83), que ligará as rodovias D. Pedro I, Anhanguera e Bandeirantes ao Aeroporto Internacional de Viracopos. O caminho, apesar de aumentar em mais três quilômetros o inicial, exclui qualquer ligação com o trecho urbano e proporciona uma via direta com o aeroporto na área destinada à carga e descarga, já dentro do projeto de ampliação.
    
A solicitação do novo trajeto foi feita pelo prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) ao ex-governador José Serra (PSDB) pouco antes de ele deixar o governo para concorrer à Presidência da República. O pedido, então, foi encaminhado à Artesp, que agora analisa a proposta. O Correio apurou que o novo trajeto foi recebido com entusiasmo pelos técnicos da agência, principalmente por causa das garantias de maior segurança e fluidez no trânsito. Hoje, o anel viário já é a principal ligação entre a Rodovia D. Pedro I e o aeroporto, porém utilizando-se de trechos urbanos em Campinas.


Projeto
    
No novo trajeto, o anel viário interceptará a Rodovia dos Bandeirantes no Km 85, próximo ao posto da Polícia Militar Rodoviária, e contornará toda a região Sul de Campinas, passando atrás de bairros como o Jardim Mariza e o São Domingos. No projeto original, a ligação seria feita pela Rodovia Miguel Melhado Campos (SP-324), cortando os bairros. "A Prefeitura não quer isso. Por isso, propusemos o novo trajeto ao governo do Estado, que agora analisa a proposta. Essa é a melhor solução, principalmente para quem vem de São Paulo para chegar até Viracopos", disse o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Alair Roberto Godoy.
    
O novo trajeto consta do estudo para elaboração da Macrozona 7, na região do aeroporto internacional, cujo principal objetivo é o esvaziamento da população e o desenvolvimento industrial, principalmente do setor logístico. O estudo, segundo o secretário, está em fase final, aguardando ajustes por parte da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). As correções estão relacionadas à recente portaria do governo federal que trata dos ruídos de aeronaves e do zoneamento em áreas especiais do município. "A intenção é impedir qualquer adensamento populacional na região, de forma a dar vazão ao aeroporto", disse Godoy.
    
A Artesp, por meio de sua assessoria, confirmou a solicitação feita pela Prefeitura de Campinas e informou que o pedido está sendo analisado. A Rota das Bandeiras, concessionária que administra o anel viário, considera o projeto anterior por ainda não ser notificada oficialmente da nova proposta. Segundo sua assessoria, após a apresentação, a empresa vai estudar sua viabilidade. De acordo com o cronograma da Rota das Bandeiras, a primeira etapa do prolongamento do anel viário, entre as rodovias Anhanguera e Bandeirantes, deve ser iniciada em abril de 2011, enquanto a segunda, que seria da Bandeirantes até a SP-324 e ao aeroporto, está prevista para abril de 2013.
    

O NÚMERO


118 MIL
Veículos trafegam diariamente pelo Corredor D. Pedro
    

Macrozona 9 prevê dois viadutos sobre Anhanguera
    
Projeto deverá ser encaminhado à votação na Câmara até o final do mês
A Prefeitura de Campinas planeja a construção de dois viadutos sobre a Rodovia Anhanguera. A previsão consta do projeto da Macrozona 9, que abrange parte da região Noroeste e deve ser encaminhado até o final do mês à Câmara de Vereadores para votação. Outro projeto, o da Macrozona 8, que abrange parte da região Norte da cidade, também está pronto e deve ser encaminhado na mesma data.
    
Segundo o projeto, o primeiro viaduto será construído na Avenida Papa João Paulo I, no Jardim Nova Aparecida, e fará a ligação com a Estrada Municipal do Pari, ao lado do condomínio empresarial Techno Park. O viaduto terá cerca de 250 metros e será a principal ligação entre as regiões. O objetivo da Prefeitura é tirar o tráfego de veículos da rodovia e colocá-lo na ligação, principalmente com o eixo de desenvolvimento logístico às margens da Rodovia D. Pedro I até a Estrada dos Amarais.
    
O outro viaduto - uma extensão da Avenida Marechal Rondon - poderá ser construído sobre a Anhanguera até a área do Jockey Club. Neste caso, a obra aliviaria o tráfego da Avenida Lix da Cunha, importante ligação com outros municípios da região, por onde passa o Corredor Noroeste. Nas duas macrozonas, as principais diretrizes referem-se ao adensamento populacional, criação de subcentros, preservação e recuperação de áreas verdes e centros de logística. (VBF/AAN)